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TOMBAMENTO DO MONUMENTO AOS PRACINHAS (RJ). NÃO ACHO QUE SEJA POUCO, PENSO QUE É INSIGNIFICANTE, NÃO É NADA: SERIA PRECISO MUITO, MUITO MAIS.

Leio a notícia objeto do link abaixo e me vêm recordações familiares. Eu tive um tio-avô, Victor Gonçalves Doca, que foi pracinha, ou seja, combatente brasileiro na Segunda Guerra Mundial – e tenho um tremendo orgulho disso. Digo “tive” porque infelizmente meu tio já partiu deste mundo.

De toda sorte, em um tempo em que a covardia, a corrupção e a sem-vergonhice parecem grassar sem limites, a lembrança e o preito aos pracinhas me parece a medida mais justa dos últimos tempos, embora o reconhecimento seja muito, muito pequeno mesmo, ante o merecimento de todos eles.

Colocar em risco a própria vida, em grande parte por patriotismo, hoje em dia pode ser encarado até como algo inocente, tolo, quando na verdade eles foram heróis. Lutaram de verdade, em campos de batalha, por uma causa justa e nobre. Mereceriam todas as homenagens, reconhecimentos. Como diz a reportagem, “deveríamos convidá-los às escolas para transmitir às novas gerações suas experiências e os princípios que os motivaram a arriscar a vida. Para contar o destemor com que, mal treinados, desafiaram os soldados alemães. Para testemunhar como vale a pena combater o bom combate.”

Quem for aos EUA presenciará o respeito, admiração, quase veneração que os americanos dedicam aos seus ex-combatentes (não entro aqui no mérito dos objetivos por trás da máquina de guerra americana, um assunto complexo demais). No Brasil, um país sem memória, impressiona a absoluta indiferença a esses, repito, heróis, relegados ao esquecimento.

De todo modo, é uma boa e justa medida esta que ora é noticiada.

http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2013/11/22/boa-noticia-monumento-aos-pracinhas-e-tombado-problema-ainda-e-pouco/