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ENTRETENIMENTO, LIVROS

Os sete minutos – Irving Wallace

Li esse livro há mais de vinte anos e me marcou um bocado.

É daqueles livros que a gente começa a ler e só larga quando a leitura acaba mesmo. Há um ano, por aí, lembrei do livro e pesquisei na internet, acabei comprando um exemplar. Na verdade, dois, pois comprei um extra e dei de presente a uma amiga.

O juiz federal George Marmelstein, em seu blog (http://direitosfundamentais.net/) resume bem a história:

“Trata-se da história de um livreiro que foi preso por vender exemplares de um livro chamado ‘Os Sete Minutos’, que supostamente teria um conteúdo obsceno. Pela legislação norte-americana, a venda de material obsceno seria crime (como aqui no Brasil). A estória gira em torno do processo judicial daí decorrente. Para apimentar ainda mais a narrativa, foi sugerido que o livro teria estimulado um adolescente a cometer um estupro (o que nos faz lembrar de uma discussão atualíssima a respeito da influência dos filmes e jogos de computador no comportamento de crianças e adolescentes).
Como se vê, mais uma vez os direitos fundamentais são o foco central de uma boa estória. O autor, apesar de não ter formação jurídica, conseguiu apresentar bons argumentos em favor dos dois pontos de vista contraditórios. Pra dizer a verdade, os argumentos utilizados em favor da liberdade de expressão lembraram muito o pensamento de Ronald Dworkin, que, por sinal, defende que a pornografia está protegida pela primeira emenda. Vale ressaltar que os artigos de Dworkin foram escritos depois da publicação de ‘Os Sete Minutos’.

Uma leitura prazerosa e emocionante!

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